A Síndrome da Disfunção Cognitiva (SDC) é uma condição neurodegenerativa progressiva que acomete cães e gatos idosos, sendo frequentemente comparada ao Alzheimer em humanos. Essa doença afeta a memória, a percepção espacial e o comportamento dos animais, comprometendo sua qualidade de vida.
Sintomas e Progressão da Doença
Os sinais clínicos da SDC são variados e podem se agravar com o tempo. Os sintomas mais comuns incluem:
Desorientação: O animal parece perdido em casa, não reconhece pessoas familiares ou fica preso em cantos.
Alterações no ciclo sono-vigília: Dorme mais durante o dia e fica inquieto à noite.
Perda de hábitos aprendidos: Esquece onde fazer suas necessidades ou para de responder a comandos.
Interação reduzida: Menos interesse por brincadeiras, tutores e outros animais.
Vocalização excessiva: Miados ou latidos sem motivo aparente, muitas vezes à noite.
Apatia ou ansiedade: O animal pode ficar mais retraído ou apresentar comportamentos compulsivos, como andar em círculos.
Acometimento em Cães e Gatos
A SDC é mais frequentemente diagnosticada em cães do que em gatos. Estudos indicam que cerca de 28% dos cães entre 11 e 12 anos e mais de 68% dos cães com 15 anos ou mais apresentam sinais da doença (Landsberg et al., 2012).
Nos gatos, os estudos são mais limitados, mas pesquisas sugerem que aproximadamente 36% dos gatos com mais de 11 anos e 50% dos gatos acima de 15 anos podem apresentar algum grau de disfunção cognitiva (Gunn-Moore et al., 2006).
Diagnóstico e Exames Necessários
O diagnóstico da SDC é essencialmente clínico, baseado na exclusão de outras doenças neurológicas e metabólicas. Não há um exame definitivo que confirme a doença, mas alguns testes auxiliam na diferenciação:
Exames laboratoriais (hemograma, bioquímica sérica, dosagem de hormônios tireoidianos): Excluem doenças metabólicas que podem causar sintomas neurológicos semelhantes.
Ressonância Magnética (RM) e Tomografia Computadorizada (TC): Identificam atrofia cerebral e acúmulo de placas de beta-amiloide, típicos da doença.
Eletroencefalograma (EEG): Diferencia a SDC de epilepsias e outros distúrbios neurológicos.
Questionários comportamentais: Avaliam o nível de comprometimento cognitivo do pet.
A doença pode ser evitada?
A SDC não pode ser completamente evitada, mas algumas medidas podem retardar sua progressão:
Alimentação balanceada: Dietas ricas em antioxidantes, ácidos graxos essenciais (ômega-3), vitaminas do complexo B e aminoácidos neuroprotetores preservam a função cerebral.
Estímulo mental e físico: Brinquedos interativos, socialização e treinamento ajudam a manter a plasticidade cerebral.
Ambiente enriquecido: Rotinas estruturadas e desafios cognitivos reduzem o estresse e favorecem a saúde mental do pet.
Monitoramento veterinário regular: Permite a detecção precoce de alterações comportamentais e neurológicas.
Há predisposição por sexo?
Não há consenso sobre uma predisposição clara por sexo. Alguns estudos indicam que fêmeas podem ser ligeiramente mais propensas a desenvolver SDC, possivelmente devido a diferenças hormonais e à longevidade média maior em comparação aos machos. No entanto, mais pesquisas são necessárias para confirmar essa tendência.
A SDC pode acometer animais jovens?
A SDC é uma doença tipicamente geriátrica, afetando principalmente cães e gatos a partir dos 11 anos. Casos em animais mais jovens são extremamente raros e, quando ocorrem, podem estar associados a distúrbios neurológicos congênitos, traumas ou doenças inflamatórias do sistema nervoso central.
Tratamento e Manejo da Doença
Embora a SDC não tenha cura, algumas abordagens terapêuticas ajudam a melhorar a qualidade de vida do animal:
Dieta especializada: Algumas rações para cães e gatos idosos contêm antioxidantes e ácidos graxos que auxiliam na função cerebral.
Suplementação nutricional: Produtos com fosfatidilserina, ômega-3 e antioxidantes podem retardar a progressão dos sintomas.
Medicação: Em alguns casos, veterinários prescrevem selegilina ou outros fármacos que auxiliam na função cognitiva.
Modificações ambientais: Criar um ambiente seguro e previsível reduz a ansiedade do animal.
Fisioterapia e exercícios: Mantêm a mobilidade e estimulam o cérebro.
Conclusão
A Síndrome da Disfunção Cognitiva é uma condição progressiva que afeta cães e gatos idosos, sendo comparável ao Alzheimer em humanos. Seu diagnóstico baseia-se na exclusão de outras doenças e na observação dos sintomas, e embora não haja cura, estratégias preventivas e terapêuticas podem retardar sua progressão. O acompanhamento veterinário regular é essencial para garantir qualidade de vida aos pets afetados.
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